Se para você ir à praia com uns quilinhos a mais é motivo de preocupação e, principalmente, vergonha, para um grupo um tanto ‘privilegiado’ isso é de menos. Nesse caso, não se trata de modelos que seguem à risca dietas e a ditadura da beleza e da moda, mas sim de mulheres GG. Isso mesmo, aquelas que têm os contornos mais volumosos e, também, o principal: a aceitação e valorização pessoal.
Esse é o caso de Mariana Pecorari. Defensora da autenticidade, da felicidade e que a beleza é individual, engordou 40 quilos durante a gestação e, desde então, não conseguiu e nem se preocupou em retomar o peso anterior. O que é um problema para determinadas pessoas, a professora de Matemática analisa a situação como uma forma de se amar. “É uma questão de amor-próprio, ser eu mesma. Após ter meu filho e com uns quilos a mais, foi um momento que precisei me amar de volta”, comenta.
Sobre a pressão que existe na sociedade para o corpo escultural, Pecorari é categórica. “Eu vivo de matemática. São as modelos que devem ter a preocupação para um corpo perfeito”, brinca. Tanto é que hoje a moda valoriza a classe GG, com opções de vestuário em diferentes tamanhos e variedades em confecção.
E apesar de muitos associarem os gordinhos ao sedentarismo, Pecorari mantém a linha com a saúde, de modo a ter uma vida saudável e com total disposição. “Estou sempre atenta à minha saúde: frequento academia, faço caminhadas e realizo exames de rotina.”
Mercado
A comerciante Guiomar Caldeira Bettim - Magui - comenta que o mercado de moda grande está crescendo e que as pessoas estão investindo mais no visual. “A mulher gordinha procura uma moda diferenciada que a valorize. Hoje em dia, há mais variedades e tamanhos que vão até o número 60, que é uma tendência do setor”, conta Magui.
Coluna
Desde outubro de 2011, o Jornal Cidade publica a coluna dominical Essência Universo Plus Size e Afins no suplemento Soft+, assinada por Damaris Bortolozi. Nela, há espaço para mulheres plus size - tamanho maior -, de modo a valorizá-las e que sejam reconhecidas pelo mercado. “A ideia é que estas mulheres tenham espaço na mídia, sentindo-se valorizadas, menos excluídas e que comecem a se aceitar e, também, haja o fim de preconceitos na sociedade”, conclui Bortolozi.
Magui indica estampas pequenas, roupas lisas e acessórios
Fonte: Jornal Cidade
Nenhum comentário:
Postar um comentário